Índice
- 1. Garante que és visível
- 2. Foca-te num nicho específico
- 3. Constrói um portfolio forte
- 4. Foca-te na qualidade
- 5. Escreve um pitch convincente
- 6. Comporta-te de forma profissional
- 7. Usa vários canais
- 8. Percebe o que as marcas realmente procuram
- 9. Sabe como és pago e quanto vales
- 10. Aprende com os outros
- 11. Continua a aprender
Cada vez mais empresas utilizam User Generated Content (UGC). Para ti, como creator, isso traz grandes oportunidades. As marcas procuram todos os dias novos rostos que consigam mostrar os seus produtos de forma natural e criativa. Mas a concorrência é forte. Como garantir que és tu a pessoa escolhida para esse trabalho pago? Neste blog explicamos como te destacares junto das marcas e conseguires mais trabalhos, com dicas concretas que podes aplicar de imediato.
1. Garante que és visível
Se fazes UGC através de uma plataforma, o teu perfil é o teu cartão de visita. Garante que a tua foto de perfil é profissional e que a bio mostra logo que tipo de conteúdo crias. Escolhe nichos claros nas definições para que as marcas te encontrem com mais facilidade. Carrega vários vídeos de exemplo em estilos diferentes e mantém-nos atualizados. Não te esqueças de preencher o perfil por completo, incluindo os idiomas que falas, as tuas preferências e a tua disponibilidade. Responde rapidamente às oportunidades e mantém-te ativo: as marcas veem quem respondeu recentemente e quem está constantemente online. Quanto mais completo e ativo estiveres, por exemplo na Hyred, maior a probabilidade de te destacares junto dos clientes.
Se também queres receber trabalhos através das redes sociais, deixa imediatamente claro que fazes UGC. Coloca “UGC Creator” na tua bio em plataformas como TikTok, Instagram e LinkedIn. Usa fotos de perfil reconhecíveis e mantém um estilo consistente. Mostra também no texto do perfil em que nichos trabalhas. As marcas querem ver num relance quem és e se encaixas no público delas.
Também é importante publicar conteúdo com regularidade. Se ainda não fizeste colaborações pagas, podes publicar vídeos sobre produtos que já tens em casa e que realmente te entusiasmem. O objetivo é mostrar que estás ativo, que continuas a praticar e que levas o teu desenvolvimento a sério. Evita longos períodos sem publicar, porque isso prejudica a tua visibilidade e credibilidade. As marcas procuram creators envolvidos e visíveis de forma consistente.
Usa hashtags como #UGCcreator, #UGCnetherlands, #UGCNL ou #ugccommunity. Elas tornam-te mais fácil de encontrar para marketers que procuram creators de forma específica. Não te esqueças também de adicionar hashtags relevantes do produto ou do nicho: #beautyreview, #techcontent ou #honestreview podem fazer com que apareças na pesquisa certa.
Inclui também calls to action claras no teu perfil, como “Envia-me DM para colaborações” ou “Vê o meu trabalho através do link”. Garante também que tens um portfolio atualizado e uma tabela de preços. Quanto mais fácil tornares trabalhar contigo, mais depressa uma marca te irá contactar.
2. Foca-te num nicho específico
As marcas querem trabalhar com creators que se enquadrem no público delas. Um nicho claro torna-te reconhecível e credível. Especializa-te num tema concreto: beleza, comida, tecnologia, moda, fitness, parentalidade, sustentabilidade ou hospitality, por exemplo. Escolhe algo que combine contigo e sobre o qual possas falar com facilidade nos teus vídeos. A tua nicho dá direção ao teu conteúdo e mostra que sabes do que falas. Com a tua especialização, consegues atrair mais facilmente marcas que atuam nesse mercado. Também é inteligente seguir outros creators do mesmo nicho para veres o que funciona. A partir daí, desenvolve o teu próprio tom para continuares único.
Escolher um nicho não significa que nunca possas fazer outra coisa. Mas ajuda-te a dar direção e a seres mais facilmente reconhecido pelas marcas. Também te ajuda a construir um portfolio com exemplos que fazem sentido em conjunto.
3. Constrói um portfolio forte
O teu portfolio é o teu cartão de visita. Garante que é profissional e que mostra logo o que tens para oferecer. Começa com alguns vídeos curtos: 20 a 40 segundos costumam ser suficientes. Mostra o maior número possível de estilos e ângulos, para que as marcas vejam de imediato a tua versatilidade.
Não precisas de esperar por trabalhos pagos para criares um portfolio. Usa produtos que já tens em casa e cria conteúdo como se fosse um trabalho real. Escolhe produtos do nicho ou dos nichos que te interessam. Assim mostras que sabes como apresentar uma marca nessa categoria.
Usa ferramentas como o Canva para organizar o portfolio de forma limpa e estruturada. Adiciona títulos a cada vídeo, opcionalmente com uma breve nota: “estilo testimonial para produto de skincare” ou “vídeo how-to com gadget de cozinha”. Mantém o estilo calmo e profissional.
Garante que o teu portfolio é fácil de partilhar. Torna-o um link clicável através de Notion, Google Drive ou do teu próprio website. E atualiza-o regularmente com novo trabalho ou versões melhoradas. Pergunta em cada colaboração se podes usar o conteúdo. Adiciona também testemunhos de marcas satisfeitas. Isso reforça a tua credibilidade.

4. Foca-te na qualidade
Não precisas de equipamento caro, mas é importante teres o básico bem resolvido. Usa um smartphone recente, grava na vertical (9:16), garante imagem estável e usa um tripé ou suporte para telemóvel. Evita fundos desarrumados e assegura que o produto está bem visível.
Uma boa iluminação é essencial. Grava com luz natural, de preferência perto de uma janela. Se isso não for possível, uma ring light de 20-30 euros já pode fazer uma grande diferença. Garante que o teu rosto e o produto ficam bem iluminados, sem sombras fortes.
Para bom áudio, vale a pena investir num microfone de lapela. Má qualidade de som é muitas vezes o motivo pelo qual as marcas não conseguem usar o teu conteúdo. Isso gera trabalho extra se te pedirem para gravar novamente. Até um simples microfone clip-on ligado ao telemóvel chega.
Usa ferramentas como CapCut, VN ou InShot para editar. Garante uma abertura forte (os primeiros 2 segundos são cruciais), um guião curto e impactante, e termina com uma mensagem ou ação clara. Evita demasiados efeitos ou filtros; deve manter-se autêntico e profissional. Tens dificuldade em editar ou não tens experiência? Então também podes trabalhar através da Hyred. Aqui não precisas de montar o vídeo tu próprio; basta enviares clipes brutos bem filmados. Isso torna mais fácil começares como creator, especialmente se preferes focar-te em filmar e apresentar.

5. Escreve um pitch convincente
O teu pitch determina em grande parte se és escolhido para um trabalho. Mostra que percebeste o briefing, explica porque és a pessoa certa e mantém tudo curto. Começa com uma frase pessoal em que te apresentas e explicas que experiência relevante tens. Se já fizeste trabalhos semelhantes, é inteligente enviar também um ou dois vídeos para mostrar os resultados que consegues entregar. Para te destacares ainda mais, podes também filmar o teu pitch. Não precisa de ser uma produção perfeita; um vídeo curto e energético em estilo selfie pode ser suficiente. É importante terminares o pitch com uma call to action. Um exemplo seria: “Diz-me se posso ficar com o trabalho, estou pronto para começar já.”
6. Comporta-te de forma profissional
Um comportamento profissional pode fazer a diferença entre um trabalho pontual e uma colaboração duradoura. Responde rápido e de forma clara. Uma marca que tenha de esperar três dias por uma resposta vai preferir trabalhar com outra pessoa da próxima vez. Até uma mensagem curta como “Respondo-te logo à noite” é melhor do que silêncio.
Lê os briefings com atenção e faz perguntas se alguma coisa não estiver clara. Antes de começares, é inteligente resumir brevemente o trabalho numa mensagem à empresa. Assim, ambos têm a certeza de que tudo foi entendido corretamente e reduzes a hipótese de a empresa pedir alterações depois.
Entrega o vídeo a tempo. Se receberes mais trabalhos e te for difícil manter o controlo, podes usar ferramentas como Trello para acompanhar prazos. É melhor entregar o conteúdo um dia antes do que uma hora depois. E verifica o vídeo antes de o enviares: qualidade da imagem, áudio e se tudo corresponde ao briefing.
Pede feedback no final do trabalho. Se a marca estiver satisfeita, pergunta se pode marcar-te quando publicar ou escrever uma pequena avaliação. Isso ajuda imenso a construir confiança com novos clientes.

7. Usa vários canais
Não esperes que os trabalhos cheguem até ti; sê proativo. Inscreve-te em várias plataformas e responde a todos os trabalhos que te entusiasmem. Repara, em cada plataforma, que tipo de trabalhos existem e como funciona o processo de candidatura. Garante sempre que o teu perfil está completo e que os teus exemplos estão atualizados.
Também podes contactar empresas diretamente. Começa por baixo: marcas locais, lojas online ou startups. Envia um email ou DM curto e pessoal. Indica quem és, o que fazes e porque tens interesse. Adiciona 1 a 2 vídeos de exemplo e propõe fazer um vídeo teste. Mantém tudo curto, simpático e direto ao ponto.
Para manter tudo organizado e evitar contactares várias vezes a mesma empresa em pouco tempo, é útil criares uma lista com as marcas que contactaste, quem respondeu e quando deves voltar a escrever. Assim, continuas a fazer crescer a tua rede de forma estruturada.
8. Percebe o que as marcas realmente procuram
Uma armadilha comum para muitos creators é focarem-se sobretudo no que gostam de criar, esquecendo-se de perguntar do que a marca realmente precisa. É importante estares consciente do objetivo do vídeo em cada trabalho. É sobre notoriedade, confiança ou venda direta? Se souberes isso, podes adaptar o vídeo em conformidade. Por exemplo: se uma marca quer sobretudo credibilidade, uma review honesta ou uma experiência real costuma funcionar melhor do que um vídeo publicitário demasiado polido.
Pensa também no público-alvo da marca. Garante que falas no vídeo de uma forma que encaixa com a audiência da empresa. E assegura que o teu estilo corresponde ao tone of voice da marca. Ao mostrares que percebes o cliente deles, tornas-te um parceiro interessante. Não precisas de ser marketeer, mas se mostrares que pensas em conjunto com eles, ganhas rapidamente vantagem sobre a concorrência. As marcas preferem trabalhar com alguém que entende como o produto deve ser percecionado, em vez de alguém que apenas sabe fazer um vídeo bonito.
9. Sabe como és pago e quanto vales
Muitos creators têm dificuldade em definir o seu preço, sobretudo quando estão a começar. Ainda assim, é importante pensares nisso antes de começares, para poderes ser transparente com as marcas com que trabalhas. Em plataformas como Hyred, os preços costumam estar definidos de antemão, o que facilita. Mas se trabalhas fora de uma plataforma, tens de conseguir explicar tu próprio quanto custa o teu trabalho. Considera o tempo necessário, a complexidade do vídeo e a forma como o conteúdo será usado.
Por exemplo: um vídeo curto de 30 segundos em que tens de pensar, filmar e editar tudo sozinho custa mais do que um vídeo em que só precisas de entregar o material bruto. A marca vai usar o teu vídeo como anúncio? Então isso também deve ter uma remuneração mais alta. Garante que sabes quanto ganhas realmente por hora e não tenhas medo de pedir um preço justo. Estás a prestar um serviço que gera valor para uma empresa.
Para tornar a comunicação sobre preços o mais simples possível, é útil criares uma tabela de preços. Nela indicas o que cobras por determinados tipos de vídeo, incluindo o que está ou não incluído (por exemplo: 1 ronda de revisões, sem edição, custos extra para urgências). Isso torna a comunicação profissional mais fácil e evita mal-entendidos depois.
10. Aprende com os outros
Vê regularmente campanhas UGC neerlandesas de sucesso. Observa como as marcas usam UGC e o que pedem aos creators.
Vê também os próprios creators. O que fazem bem? Como começam os vídeos? Que hooks usam? Como mostram o produto? Analisa o estilo deles e aprende com isso. Não para copiar, mas para aperfeiçoares a tua própria abordagem.
Procura também inspiração em exemplos internacionais. Segue creators UGC populares no TikTok ou Instagram e vê o que funciona. Muitas vezes consegues identificar tendências que depois podes aplicar localmente.
11. Continua a aprender
O mundo do conteúdo muda rapidamente. O que funcionava no mês passado pode já estar ultrapassado. Por isso, continua a investir no teu desenvolvimento. Vê tutoriais no YouTube sobre storytelling, hooks, transições de edição e iluminação. E continua a experimentar coisas novas. Testa novos formatos. Tenta um vídeo com voice-over, um “get ready with me” ou um clip em estilo POV. Analisa que estilo se adequa melhor a ti e ao teu nicho. Mantém-te também prático: trabalha no teu workflow, em pastas para guardar estruturas de conteúdo e em templates de edição. Quanto mais rápido e consistente entregares, mais atrativo te tornas para os clientes.

Recapitulando: para conseguires mais trabalhos UGC, é importante estares bem visível, teres um nicho claro e transmitires profissionalismo. Também precisas de aprender a fazer pitch, entregar trabalho de qualidade e continuar a desenvolver-te. Combina o trabalho através de uma plataforma como a Hyred com trabalhos através das tuas próprias redes sociais. E o mais importante é simplesmente começares, porque aprendes mais fazendo.